quinta-feira, 11 de agosto de 2016

DIA DO MAGISTRADO


Vadia? Eu? O que você faz tem nome e se chama "slutshaming"


Artigo publicado no site: http://justificando.com/2016/08/10/vadia-eu-o-que-voce-faz-tem-nome-e-se-chama-slutshaming/

Vadia? Eu? O que você faz tem nome e se chama "slutshaming"

SORORIDADE - GRUPO DE IRMÃS










Não sei se você gosta daquilo que denominamos palavrão ou, ainda, palavras de baixo calão. Embora pertençamos a uma cultura informal, possivelmente você veja como inadequado o uso de certas expressões em alguns ambientes, como o profissional. Ou, ainda que não seja o caso, você certamente não as dirigiria a alguém a quem respeita ou a alguém de quem gosta, não é? Ao menos, não falando sério. Por que, então, você segue me chamando de puta?

Particularmente, não me incomodo com a expressão em si. Não há desvalor em ser profissional do sexo propriamente dita, como não haveria em exercer nenhuma outra atividade. Mas não é disso que se trata. Quando você me nomina puta, nada está dizendo sobre a minha profissão. Está, sim, querendo dizer que pertenço a uma suposta subcategoria das mulheres sem valor e que, assim sendo, não mereço ser respeitada. Por isso, a expressão pode variar e ser outra. Posso ser vaca, vadia, vagabunda, e o que mais a sua imaginação permitir.

E não sou apenas eu. Somos todas. Somos a moça que traiu o namorado. A atriz que foi no protesto político. A Presidenta da República que não pôde governar. A vizinha que não te deu bola. A mãe que amamentou em público. A militante que fez um discurso. A chefe que deu bronca. A atleta que não foi classificada. Em todas as combinações e circunstâncias possíveis, havendo ou não relação com a conduta sexual das envolvidas.

E não sou apenas eu. Somos todas. Somos a moça que traiu o namorado. A atriz que foi no protesto político. A Presidenta da República que não pôde governar.

Existe um nome para a sua postura. O que você faz denomina-se slut shaming, uma expressão de origem desconhecida cujo sentido aproxima-se de constranger uma mulher ao qualificá-la de vadia ou congênere. E a mulher, isolada, desespera-se ao ser assim taxada. E é dessa forma que você a controla. Controla o seu corpo, sua roupa, sua voz, suas escolhas, seu desejo.

E então a mulher tolhida caminha segura pelo mundo, sentindo-se absolvida pelo tribunal do patriarcado. E para que não restem dúvidas de que ao subgrupo indesejado ela não pertence, a mulher tolhida olha para a mulher livre e diz ainda mais alto: “puta”. E assim obtém o seu sorriso de satisfação e a sua anuência. Afinal, para você, nada melhor que estejamos em disputa e que sejamos uma a algoz da outra. Mas um dia a mulher tolhida fará algo de que você não gosta. E então, sem pestanejar, será proferida a sentença: “vadia”. E ela restará ferida e sozinha.

Coexistindo em sororidade, não somos tolhidas e não estamos sozinhas [1]. Juntas, é possível redefinir nosso lugar no mundo e até mesmo a visão do mundo sobre nós. O movimento “Marcha das Vadias”, por exemplo, surgiu no Canadá (lá batizado de Slutwalk), em 2011, justamente após um policial ter afirmado, de forma infeliz, que “as mulheres deveriam evitar se vestir como vadias, para não serem vítimas de ataque”. A palavra vadia, assim, foi ressignificada pelas mulheres do movimento, que adotaram como lema o mote “se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias”.

Mas não há regras estabelecidas para a luta feminista. Podemos apropriar-nos das suas expressões ou combatê-las. Podemos querer ser putas e vadias ou podemos não querer. Podemos marchar, escrever textos, ocupar espaços, vestir o que quisermos e amar sem temer. A decisão é nossa e será tomada em sororidade. O seu olhar sobre nós não nos interessa e só espelha a sua própria pequenez.


Laura Rodrigues Benda foi Juíza do Trabalho do TRT da 15ª Região e atualmente é Juíza do Trabalho do TRT da 2ª Região. É diretora de assuntos legislativos e institucionais da AMATRA 2 (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região - biênio 2016/2018) e membra da AJD (Associação Juízes para a Democracia). Gosta de política, de cinema e de gastronomia. Acredita que a luta é coletiva e que o amor é revolucionário.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A Contabilidade Judicial Daquilo que o Dinheiro Não Compra

A Contabilidade Judicial Daquilo que o Dinheiro Não Compra

Rodrigo Trindade & Daniel Nonohay 1

Na última cena do filme Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood, um velho pistoleiro pisa em cima do xerife, um homem honesto, de uma cidade antes pacata, que lamenta não ser aquilo justo. O pistoleiro redarguiu que justiça não tem nada a ver com aquilo. 
Há poucos dias, esta tomada foi reencenada. Em outro tempo. Em outro cenário. Com outras palavras. O terno substituiu o colete de couro. A gravata substituiu o lenço. A palavra substituiu o revólver. 
Em um inflamado pronunciamento na Câmara, certo deputado gritou à extinção da Justiça do Trabalho. A fim de justificar a sua posição, utilizou o argumento “definitivo”, o contábil: se ela possui custo de funcionamento maior do que os valores distribuídos aos reclamantes, seria mais fácil passar o dinheiro direto para os próprios trabalhadores. 
A verdade dos simplórios; como são fáceis as soluções que propõem.  
Resumir jurisdição em termos financeiros é uma tripla incoerência: histórica, política e social. 
Seguindo a lógica do deputado, o monopólio estatal de jurisdição nos conflitos do trabalho deve seguir o caminho do diabo da Tasmânia, a extinção. Não que a Teoria do Estado tenha mudado, mas porque a matemática que costumamos aprender com a alfabetização serve melhor. E, mantendo-se as fantasias da mesma infância, os conflitos entre capital e trabalho também desmoronariam junto à demolição do último dos fóruns trabalhistas. 
Como lembra o juiz Jorge Araújo, quem afirma que extinguir a JT vai acabar com os conflitos trabalhistas, está raciocinando como o marido traído que resolveu vender o sofá no qual ocorreu a traição. O mesmo magistrado pergunta-se se, antes de embarcar em uma cruzada contra uma Justiça que aplica a ideia de desigualdade econômica das partes, não seria melhor refletir sobre práticas empresariais que corroboram estado de coisas que produz tantas demandas judiciais (http://direitoetrabalho.com/2016/08/e-se-justica-do-trabalho-acabar-2/).
O monopólio da jurisdição é uma das maiores conquistas da humanidade, responsável pelo afastamento das ordens decisórias privadas e semi-estatais (senhor feudal, Igreja, Corporações de Ofício). Hoje, O Poder Judiciário é a maior, senão o único, abrigo que se interpõe entre o poder do capital ou do Estado e o cidadão, esteja este no papel de trabalhador, de consumidor, de alguém que necessita o acesso a um tratamento médico, entre outras muitas hipóteses.
Processo judicial? Ampla defesa? Análise do justo? Todos luxos desnecessários. 
Mas, e a matemática? Voltemos a ela.
Vamos perguntar às crianças com infâncias abreviadas nas carvoarias de Mato Grosso quanto elas acham que deve custar impedir, reprovar e condenar exploração de trabalho infantil.
Vamos perguntar aos escravos contemporâneos das confecções terceirizadas de São Paulo qual valor que acham que deve ser investido no resgate de suas famílias da escravidão.
Vamos perguntar aos mutilados das indústrias moveleiras do sul do Brasil quanto eles acreditam que o Estado deveria ter gasto para evitar o corte da sua mão.
A Justiça não é uma empresa. Não estamos falando de serviços empresariais; tratamos aqui de pessoas e valores de convivência, como polícia, vacinação pública, assistência a menores abandonados. 
Não há sociedade organizada sem jurisdição. Assim como não há democracia sem políticos. Se a moda do pensamento meramente contábil pegar, seria bastante justo perguntar quanto o Parlamento custa aos contribuintes e quanto retorna aos cofres da União. Esta conta fica no azul?
Podíamos parar por aqui. O texto já está longo. Não podemos deixar de mostrar, contudo, que nem na matemática o discurso economicista passa. Os cálculos a seguir não são tão simplórios quanto o parlamentar, ou melhor, quanto os do parlamentar, mas acreditamos que dê para acompanhar. 
Receitas da Justiça do Trabalho:
Recolhimentos Valor R$
Custas 400.781.600,56
Emolumentos 11.002.870,24
Créditos previdenciários 2.014.614.050,78
Imposto de renda 356.367932,67
Multas 20.629.660,00
Recolhimentos sobre a própria folha de pagamento 2.100.000.000,00 (aproximado)
Total arrecadado à União 4.803.394.994,97
Custo contábil da Justiça do Trabalho:
Executado R$ 17.167.341.575,61
Recolhido R$ 4.803.394.994,97
Diferença R$ 12.363.946.580,64
Valores pagos aos reclamantes em 2015:  R$ 17.445.000.000,00
É interessante notar que esses R$ 17 bilhões consideram, apenas, os pedidos julgados procedentes e com conteúdo econômico. Ou seja, desconsidera todas as postulações improcedentes e que são a maior parte dos apreciados pela Justiça do Trabalho.
Também, e mais importante, não “entram na conta” as ações sem conteúdo econômico e que visam, por exemplo, à salvaguarda dos direitos de menores e incapazes, à promoção a segurança do trabalho, ao impedimento do trabalho escravo, à garantia dos direitos sindicais, entre outras.
A contabilidade criativa do nobre deputado, ao querer matar a Justiça, desconsidera todas as demandas que envolvam essa espécie de direito. Nada mais normal, conclui-se, considerando-se a fonte de onde provêm a proposta,
Podemos, ainda, propor uma matemática “menos simples”:
Eficácia da Justiça do Trabalho – ano de 2015:
- R$ 17.445.000.000,00 (pago aos trabalhadores)
- R$ 4.803.394.994,97 (pago à União)
Total de recolhimentos: R$ 22.248.394.994,97
Custo da Justiça do Trabalho: R$ 17.167.341.575,61
Diferença entre recolhimentos e custo = R$ 5.081.053.419,36.
Sim, a Justiça do Trabalho “dá um lucro" à sociedade brasileira de mais de R$ 5 bilhões por ano, afora a promoção daqueles direitos que não podem ser quantificados economicamente e afora todos os pedidos que não acolheu, mas onde, igualmente, resolveu a lide entre as partes.
Sabemos que é duro de admitir, deputado, mas essa é verdade.
Ao final, devemos deixar claro que a reconstituição completa dos números é importante, mas o argumento contábil é míope. Deve ser utilizado, no máximo, de forma subsidiária. A importância da Justiça do Trabalho não se presta à quantificação por meio de planilha. Ela é medida pela influência da qualidade de vida dos cidadãos e da estabilidade decorrentes da efetivação do direito social. O discurso utilitarista-economicista pode servir para definir rotinas de produção de parafusos e hambúrgueres, mas é absolutamente inadequado para medir a distribuição de justiça e a garantia de patamares civilizatórios.

1 Juízes do trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Presidente e diretor da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (AMATRA IV).

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Magistrados e membros do MP entregam ao presidente do STF documento em defesa das carreiras

8 de agosto de 2016

Magistrados e membros do MP entregam ao presidente do STF documento em defesa das carreiras
 
Com o desdobramento do ato público, que reuniu mais de 400 pessoas no Congresso Nacional, magistrados e membros do Ministério Público entregaram na tarde desta segunda-feira (8/8), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, ofício no qual manifestam a preocupação com as tentativas de enfraquecimento das duas carreiras.

Ao receber o documento, o ministro falou da importância da união das carreiras que lutam pela democracia no Brasil. “Desejo a todos êxito nessa caminhada. Lerei com cuidado e atenção esse documento”, afirmou o ministro.  O documento foi assinado pelos presidentes das entidades integrantes da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), entre as quais a Anamatra, que juntas reúnem mais de 40 mil juízes e membros do Ministério Público.

Um dos focos do documento foram os cortes orçamentários, em especial aqueles sofridos pela Justiça do Trabalho, o que vem impactando, sobremaneira, no funcionamento de muitos tribunais e, consequentemente, na prestação jurisdicional. “Experimentos iniciais como o boicote seletivo ao orçamento de ramos específicos do Poder Judiciário já foram incrementados na Justiça do Trabalho, a ponto de se ver os danos causados à população neste ano de 2016, não se podendo admitir que semelhante “técnica” de sufocamento de ações do Poder Judiciário se espraiem para outros segmentos, inclusive para o Ministério Público como forma de cercear as atividades de outras instituições”, alertam as entidades.

O ofício também chama a atenção para a célere tramitação de projetos que objetivam enfraquecer a atuação de juízes e membros do Ministério Público, a exemplo do PL 280/201, que trata da disciplina dos crimes de abuso de autoridade. “O projeto, sem o necessário equilíbrio, parece mais preocupado em calar o Ministério Público e impor aos magistrados constante e permanente ameaça de perda de cargo e até mesmo de indenizar supostas vítimas das ações desses agentes”, pontuam as associações, ressaltando que o projeto atenta contra a independência judicial.

O documento também manifesta a posição as associações integrantes da Frentas em favor da priorização de julgamentos de processos de casos relativos ao combate à corrupção, por sua relevância para toda a sociedade.

Frentas - A Frentas é composta pela Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos Magistrados da Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis/DF) e Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).



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Assessoria de Imprensa
Anamatra

Tel.: (61) 2103-7991






AMATRA 10






Participaram do movimento os diretores da AMATRA 10: Juíza Rosarita Machado de Barros Caron (Presidente); Juiz Cristiano Siqueira (Vice-Presidente) Juiz João Luís Rocha Sampaio (Diretor Fiananceiro) e a Juíza Larissa Lizita Lobo Silveira (Secretária).


Acompanharam os diretores da AMATRA 10: o Desembargador Mário Caron, a Desembargadora aposentada Heloísa Pinto Marques e as Juízas: Natália Queiroz, Audrey Choucair Vaz, Francisca Brenna Nepomuceno.





Ato pela independência e valorização da Magistratura e do Ministério Público reúne mais de 400 pessoas no Congresso Nacional - Notícia publicada no site da ANAMATRA

Ato pela independência e valorização da Magistratura e do Ministério Público reúne mais de 400 pessoas no Congresso Nacional


08/08/2016
 

“Estamos reunidos para dizer um grande não a qualquer tentativa de enfraquecer o Poder Judiciário e o Ministério Público”. Esse foi o tom da intervenção do presidente da Anamatra, Germano Siqueira, no ato público promovido nesta segunda-feira (08/8), no Congresso Nacional, que reuniu mais de 400 pessoas em defesa da independência e da valorização da Magistratura e do Ministério Público. O ato foi promovido pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), da qual a Anamatra faz parte, e reuniu diversos diretores da entidade, dirigentes das Amatras e cerca de 100 juízes do Trabalho de várias regiões.

Dentre as inúmeras tentativas de retrocessos, o magistrado citou os cortes orçamentários impostos à Justiça do Trabalho na LOA 2016. Segundo ele, esse foi apenas o início das várias tentativas de enfraquecimento da atuação das duas carreiras, a exemplo do PL 280/2016, que trata da disciplina dos crimes de abuso de autoridade. “Estamos enfrentando um momento grave e precisamos estar atentos para que propostas como essa não evoluam e provoquem a fragilização das carreiras. Atos como esse são essenciais para continuamos no caminho da resistência”, finalizou.

Além de chamar atenção para a recomposição do orçamento da Justiça e de projetos que atentam contra a independência das carreiras, o ato também fez destaque para a necessária recomposição parcial dos subsídios das duas carreiras, também objeto de propostas legislativas em tramitação no Senado Federal.

Parlamentares – O evento contou com a participação de diversos parlamentares, que manifestaram a sua posição em favor dos pleitos apresentados no ato e se comprometeram a luta contra projetos dessa natureza, entre eles os deputados Onyx Lorenzoni (DEM/RS), Joaquim Passarinho (PSD/PA), Valternir Pereira (PMDB/MT), Gonzaga Patriota (PSB/PE), João Castelo (PSDB/MA), Rogério Rosso (PSD/DF) e Carmen Zanotto (PPS/SC) em

Frentas - A Frentas é composta pela Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos Magistrados da Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (AMAGIS/DF) e Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).

Manifesto – após a mobilização no Congresso, os integrantes das carreiras seguiram para o Supremo Tribunal Federal onde entregaram manifesto com as preocupações quanto às tentativas de enfraquecimento do Judiciário. 



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O Ministério Público e o Poder Judiciário garantem a ordem e a democracia. Abra os olhos: Garanta os seus direitos.




Acontece hoje o ato público em defesa da  Independência e da Valorização da Magistratura e do Ministério Público.
É preciso que a população tenha ciência das reais intenções que se escondem por trás do corte no orçamento do Poder Judiciário e, principalmente, do maior corte no orçamento da Justiça do Trabalho, da pressa em se aprovar projetos de lei com a finalidade de intimidar a Magistratura e o Ministério Público, como no caso da Lei de abuso de autoridade.
Todas essas medidas têm por finalidade amordaçar o Poder Judiciário e o Ministério Público, que no cumprimento de seus deveres estão fazendo emergir toda a corrupção que impede o crescimento do nosso país.
Um Poder Judiciário fraco é o mesmo que abrir as portas para o desrespeito aos direitos humanos, à dignidade do trabalhador, à impunidade e à violação do estado democrático de direito.

Abra os olhos!!!
O Ministério Público e o Poder Judiciário garantem a ordem e a democracia.

Foto de Denilson B. Coêlho.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Banco de Decisões reúne sentenças e acórdãos de caráter pedagógico - Consulte as decisões aqui

Banco de Decisões reúne sentenças e acórdãos de caráter pedagógico

03/08/2016


A Escola Judicial disponibiliza em seu portal o Banco de Decisões. Trata-se de repositório de sentenças e acórdãos enviados pelos magistrados por seu caráter pedagógico e de interesse para profissionais e estudantes do Direito do Trabalho.
O repositório informa o assunto e o link para o inteiro teor do documento. Entre os temas disponíveis estão terceirização na administração pública, doença ocupacional, acidente de trabalho na construção civil, danos morais em diversas situações e doença ocupacional, dentre outros.

Caso o magistrado tenha interesse em enviar à Escola Judicial uma decisão de caráter pedagógico para divulgação no Banco de Decisões, deve encaminhar o inteiro teor do documento acompanhado de texto sucinto que ressalte a temática pedagógica nela contida. O material deve ser encaminhado ao e-mail escola.judicial@trt10.jus.br. 

Consulte a EJUD 10



CURSO EMATRA 10 - As Principais Alterações Trazidas pelo Novo CPC e suas Repercussões no Processo do Trabalho.”


INSCRIÇÕES ABERTAS



Estão abertas as inscrições para a 2ª turma do curso “As Principais Alterações Trazidas pelo Novo CPC e suas Repercussões no Processo do Trabalho.”
O curso conta com uma aula inaugural do Ministro do TST Douglas Alencar Rodrigues, e seis módulos temáticos, ministrados por juízes do trabalho da 10ª Região, envolvendo as principais mudanças trazidas pelo novo Código de Processo Civil com seus impactos no Direito Processual do Trabalho.
O curso destina-se ao público em geral, e em especial para advogados inscritos na OAB/DF e estudantes de direito, e é fruto da parceria da Ematra-10 com a OAB/DF – Subseção de Brasília e a Associação dos Advogados Trabalhistas do DF – AAT/DF.
As aulas ocorrerão nas instalações da ESA – Escola Superior da Advocacia, na SEPN 516 (Asa Norte), nos dias 21, 26, 27 e 28 de setembro e 03, 04 e 05 de outubro de 2016.
Confira o programa integral do curso no link a seguir: Programa do Curso. 2ª turma.



PARA INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES MANDE UM E-MAIL PARA ematra10cursos@gmail.com 

Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público promove evento pela independência e valorização das carreiras

Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público promove evento pela independência e valorização das carreiras

2 de agosto de 2016

Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público promove evento pela independência e valorização das carreiras
 

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juntamente com as demais entidades integrantes da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), promove, na próxima segunda-feira (8/8), ato em defesa da independência e da valorização da Magistratura e do Ministério Público. A programação inclui um ato, às 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, e uma audiência conjunta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, prevista para acontecer às 16 horas.

A mobilização tem como foco chamar atenção dos parlamentares para projetos que atentam contra a independência das carreiras, bem como para a necessária recomposição do orçamento do Judiciário da União, em especial o da Justiça do Trabalho. Entre as preocupações das entidades estão as propostas lei que visam a intimidar a Magistratura e o Ministério Público, como a nova lei do abuso de autoridade. O ato também chamará a atenção para a necessária recomposição parcial dos subsídios das duas carreiras, também objeto de propostas legislativas em tramitação no Senado Federal.

De acordo com o presidente da Anamatra, Germano Siqueira, o ato vem alertar, mais uma vez, para a situação grave enfrentada a longo tempo por magistrados e membros do Ministério Público. “A união das entidades demonstra o nível de importância e preocupação das associações com as carreiras, que precisam ser respeitadas em sua independência e também valorizadas de forma adequada. Desrespeitar a Magistratura e o Ministério Público é atentar contra o próprio Estado Democrático de Direito".

A Frentas é composta pela Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos Magistrados da Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (AMAGIS/DF) e Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).



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É permitida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo publicado no Portal da Anamatra mediante citação da fonte.
Assessoria de Imprensa
Anamatra

Tel.: (61) 2103-7991

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DE AREIA BRANCA PARA O MUNDO - por Camila Marinho

De Areia Branca para o mundo.

Um exímio magistrado trabalhista, que chegou ao topo de sua carreira com muito suor e sal.
Deixou grandes legados à Justiça do Trabalho
Esse querido Ministro
Homem sábio
Honrado
Que para mim e outros mais
Era apenas "vovô"

Um avô cheio de amor
Que adorava a casa cheia
Gostava de perguntar por onde estava Chica Brás (que eu nunca descobri quem era)
Pedia para a gente ficar falando besteira ao lado dele para que dormisse bem
E gritava o nome de todos os santos:
Valei-me meu padim Padre Ciço, meu Santo Antônio do Salto da Onça e tantos outros.

Meu avô, que, no dia em que nasci, me presenteou, sem saber, com Pirambúzios: o melhor lugar do mundo.
Foi a minha estreia no mundo e também a de nossos veraneios, onde passaríamos os melhores momentos de nossas vidas e nos reencontraríamos todo mês de janeiro.
Os verões jamais serão os mesmos sem você.
Mas pelo que foram, já valeu viver.

Meu avô, tão cheio de vida, sempre pedia para que eu não o deixasse morrer.
Desculpe, vovô. Eu achava que podia, mas não consegui.
Por um tempo achei que você era imortal não só na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, mas também de corpo.

Mas o corpo vai
A alma sublima
Seu legado permanece
E "as areias brancas da memória" vivem eternamente.
Que honra Deus me deu em ter você como "vovô".


Camila Marinho