quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Vadia? Eu? O que você faz tem nome e se chama "slutshaming"
Vadia?
Eu? O que você faz tem nome e se chama "slutshaming"
Não sei se você gosta daquilo que denominamos palavrão ou, ainda, palavras de baixo calão. Embora pertençamos a uma cultura informal, possivelmente você veja como inadequado o uso de certas expressões em alguns ambientes, como o profissional. Ou, ainda que não seja o caso, você certamente não as dirigiria a alguém a quem respeita ou a alguém de quem gosta, não é? Ao menos, não falando sério. Por que, então, você segue me chamando de puta?
Particularmente,
não me incomodo com a expressão em si. Não há desvalor em ser profissional do
sexo propriamente dita, como não haveria em exercer nenhuma outra atividade.
Mas não é disso que se trata. Quando você me nomina puta, nada está dizendo
sobre a minha profissão. Está, sim, querendo dizer que pertenço a uma suposta
subcategoria das mulheres sem valor e que, assim sendo, não mereço ser
respeitada. Por isso, a expressão pode variar e ser outra. Posso ser vaca,
vadia, vagabunda, e o que mais a sua imaginação permitir.
E
não sou apenas eu. Somos todas. Somos a moça que traiu o namorado. A atriz que
foi no protesto político. A Presidenta da República que não pôde governar. A
vizinha que não te deu bola. A mãe que amamentou em público. A militante que
fez um discurso. A chefe que deu bronca. A atleta que não foi classificada. Em
todas as combinações e circunstâncias possíveis, havendo ou não relação com a
conduta sexual das envolvidas.
E
não sou apenas eu. Somos todas. Somos a moça que traiu o namorado. A atriz que
foi no protesto político. A Presidenta da República que não pôde governar.
Existe
um nome para a sua postura. O que você faz denomina-se slut shaming, uma
expressão de origem desconhecida cujo sentido aproxima-se de constranger uma
mulher ao qualificá-la de vadia ou congênere. E a mulher, isolada, desespera-se
ao ser assim taxada. E é dessa forma que você a controla. Controla o seu corpo,
sua roupa, sua voz, suas escolhas, seu desejo.
E
então a mulher tolhida caminha segura pelo mundo, sentindo-se absolvida pelo
tribunal do patriarcado. E para que não restem dúvidas de que ao subgrupo
indesejado ela não pertence, a mulher tolhida olha para a mulher livre e diz
ainda mais alto: “puta”. E assim obtém o seu sorriso de satisfação e a sua
anuência. Afinal, para você, nada melhor que estejamos em disputa e que sejamos
uma a algoz da outra. Mas um dia a mulher tolhida fará algo de que você não
gosta. E então, sem pestanejar, será proferida a sentença: “vadia”. E ela
restará ferida e sozinha.
Coexistindo
em sororidade, não somos tolhidas e não estamos sozinhas [1]. Juntas, é
possível redefinir nosso lugar no mundo e até mesmo a visão do mundo sobre nós.
O movimento “Marcha das Vadias”, por exemplo, surgiu no Canadá (lá batizado de
Slutwalk), em 2011, justamente após um policial ter afirmado, de forma infeliz,
que “as mulheres deveriam evitar se vestir como vadias, para não serem vítimas
de ataque”. A palavra vadia, assim, foi ressignificada pelas mulheres do
movimento, que adotaram como lema o mote “se ser livre é ser vadia, então somos
todas vadias”.
Mas
não há regras estabelecidas para a luta feminista. Podemos apropriar-nos das
suas expressões ou combatê-las. Podemos querer ser putas e vadias ou podemos
não querer. Podemos marchar, escrever textos, ocupar espaços, vestir o que
quisermos e amar sem temer. A decisão é nossa e será tomada em sororidade. O
seu olhar sobre nós não nos interessa e só espelha a sua própria pequenez.
Laura
Rodrigues Benda foi Juíza do Trabalho do TRT da 15ª Região e atualmente é Juíza
do Trabalho do TRT da 2ª Região. É diretora de assuntos legislativos e
institucionais da AMATRA 2 (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho
da 2ª Região - biênio 2016/2018) e membra da AJD (Associação Juízes para a
Democracia). Gosta de política, de cinema e de gastronomia. Acredita que a luta
é coletiva e que o amor é revolucionário.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
A Contabilidade Judicial Daquilo que o Dinheiro Não Compra
A Contabilidade Judicial Daquilo
que o Dinheiro Não Compra
Rodrigo
Trindade & Daniel Nonohay 1
Na
última cena do filme Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood, um velho pistoleiro
pisa em cima do xerife, um homem honesto, de uma cidade antes pacata, que
lamenta não ser aquilo justo. O pistoleiro redarguiu que justiça não tem nada a
ver com aquilo.
Há
poucos dias, esta tomada foi reencenada. Em outro tempo. Em outro cenário. Com
outras palavras. O terno substituiu o colete de couro. A gravata substituiu o
lenço. A palavra substituiu o revólver.
Em
um inflamado pronunciamento na Câmara, certo deputado gritou à extinção da
Justiça do Trabalho. A fim de justificar a sua posição, utilizou o argumento
“definitivo”, o contábil: se ela possui custo de funcionamento maior do que os
valores distribuídos aos reclamantes, seria mais fácil passar o dinheiro direto
para os próprios trabalhadores.
A
verdade dos simplórios; como são fáceis as soluções que propõem.
Resumir
jurisdição em termos financeiros é uma tripla incoerência: histórica, política
e social.
Seguindo
a lógica do deputado, o monopólio estatal de jurisdição nos conflitos do
trabalho deve seguir o caminho do diabo da Tasmânia, a extinção. Não que a
Teoria do Estado tenha mudado, mas porque a matemática que costumamos aprender
com a alfabetização serve melhor. E, mantendo-se as fantasias da mesma
infância, os conflitos entre capital e trabalho também desmoronariam junto à
demolição do último dos fóruns trabalhistas.
Como
lembra o juiz Jorge Araújo, quem afirma que extinguir a JT vai acabar com os
conflitos trabalhistas, está raciocinando como o marido traído que resolveu
vender o sofá no qual ocorreu a traição. O mesmo magistrado pergunta-se se,
antes de embarcar em uma cruzada contra uma Justiça que aplica a ideia de
desigualdade econômica das partes, não seria melhor refletir sobre práticas empresariais
que corroboram estado de coisas que produz tantas demandas judiciais (http://direitoetrabalho.com/2016/08/e-se-justica-do-trabalho-acabar-2/).
O
monopólio da jurisdição é uma das maiores conquistas da humanidade, responsável
pelo afastamento das ordens decisórias privadas e semi-estatais (senhor feudal,
Igreja, Corporações de Ofício). Hoje, O Poder Judiciário é a maior, senão o
único, abrigo que se interpõe entre o poder do capital ou do Estado e o
cidadão, esteja este no papel de trabalhador, de consumidor, de alguém que
necessita o acesso a um tratamento médico, entre outras muitas hipóteses.
Processo
judicial? Ampla defesa? Análise do justo? Todos luxos desnecessários.
Mas,
e a matemática? Voltemos a ela.
Vamos
perguntar às crianças com infâncias abreviadas nas carvoarias de Mato Grosso
quanto elas acham que deve custar impedir, reprovar e condenar exploração de
trabalho infantil.
Vamos
perguntar aos escravos contemporâneos das confecções terceirizadas de São Paulo
qual valor que acham que deve ser investido no resgate de suas famílias da
escravidão.
Vamos
perguntar aos mutilados das indústrias moveleiras do sul do Brasil quanto eles
acreditam que o Estado deveria ter gasto para evitar o corte da sua mão.
A
Justiça não é uma empresa. Não estamos falando de serviços empresariais;
tratamos aqui de pessoas e valores de convivência, como polícia, vacinação
pública, assistência a menores abandonados.
Não
há sociedade organizada sem jurisdição. Assim como não há democracia sem
políticos. Se a moda do pensamento meramente contábil pegar, seria bastante
justo perguntar quanto o Parlamento custa aos contribuintes e quanto retorna
aos cofres da União. Esta conta fica no azul?
Podíamos
parar por aqui. O texto já está longo. Não podemos deixar de mostrar, contudo,
que nem na matemática o discurso economicista passa. Os cálculos a seguir não
são tão simplórios quanto o parlamentar, ou melhor, quanto os do parlamentar,
mas acreditamos que dê para acompanhar.
Receitas
da Justiça do Trabalho:
Recolhimentos
Valor R$
Custas
400.781.600,56
Emolumentos
11.002.870,24
Créditos
previdenciários 2.014.614.050,78
Imposto
de renda 356.367932,67
Multas
20.629.660,00
Recolhimentos
sobre a própria folha de pagamento 2.100.000.000,00 (aproximado)
Total
arrecadado à União 4.803.394.994,97
Custo
contábil da Justiça do Trabalho:
Executado
R$ 17.167.341.575,61
Recolhido
R$ 4.803.394.994,97
Diferença
R$ 12.363.946.580,64
Valores
pagos aos reclamantes em 2015: R$ 17.445.000.000,00
É
interessante notar que esses R$ 17 bilhões consideram, apenas, os pedidos
julgados procedentes
e com conteúdo econômico. Ou seja, desconsidera todas
as postulações improcedentes e que são a maior parte dos apreciados pela
Justiça do Trabalho.
Também,
e mais importante, não “entram na conta” as ações sem conteúdo econômico e que
visam, por exemplo, à salvaguarda dos direitos de menores e incapazes, à
promoção a segurança do trabalho, ao impedimento do trabalho escravo, à
garantia dos direitos sindicais, entre outras.
A
contabilidade criativa do nobre deputado, ao querer matar a Justiça,
desconsidera todas as demandas que envolvam essa espécie de direito. Nada mais
normal, conclui-se, considerando-se a fonte de onde provêm a proposta,
Podemos,
ainda, propor uma matemática “menos simples”:
Eficácia
da Justiça do Trabalho – ano de 2015:
-
R$ 17.445.000.000,00 (pago aos trabalhadores)
-
R$ 4.803.394.994,97 (pago à União)
Total
de recolhimentos: R$ 22.248.394.994,97
Custo
da Justiça do Trabalho: R$ 17.167.341.575,61
Diferença
entre recolhimentos e custo = R$ 5.081.053.419,36.
Sim,
a Justiça do Trabalho “dá um lucro" à sociedade brasileira de mais de R$ 5
bilhões por ano, afora a promoção daqueles direitos que não podem ser
quantificados economicamente e afora todos os pedidos que não acolheu, mas
onde, igualmente, resolveu a lide entre as partes.
Sabemos
que é duro de admitir, deputado, mas essa é verdade.
Ao
final, devemos deixar claro que a reconstituição completa dos números é
importante, mas o argumento contábil é míope. Deve ser utilizado, no máximo, de
forma subsidiária. A importância da Justiça do Trabalho não se presta à
quantificação por meio de planilha. Ela é medida pela influência da qualidade
de vida dos cidadãos e da estabilidade decorrentes da efetivação do direito
social. O discurso utilitarista-economicista pode servir para definir rotinas
de produção de parafusos e hambúrgueres, mas é absolutamente inadequado para
medir a distribuição de justiça e a garantia de patamares civilizatórios.
1
Juízes do trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Presidente e
diretor da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região
(AMATRA IV).
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Magistrados e membros do MP entregam ao presidente do STF documento em defesa das carreiras
8 de agosto de 2016
Magistrados e membros do MP
entregam ao presidente do STF documento em defesa das carreiras
Com o desdobramento do ato
público, que reuniu mais de 400 pessoas no Congresso Nacional, magistrados e
membros do Ministério Público entregaram na tarde desta segunda-feira (8/8), ao
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski,
ofício no qual manifestam a preocupação com as tentativas de enfraquecimento
das duas carreiras.
Ao receber o documento, o
ministro falou da importância da união das carreiras que lutam pela democracia
no Brasil. “Desejo a todos êxito nessa caminhada. Lerei com cuidado e atenção
esse documento”, afirmou o ministro. O
documento foi assinado pelos presidentes das entidades integrantes da Frente
Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), entre as quais a
Anamatra, que juntas reúnem mais de 40 mil juízes e membros do Ministério Público.
Um dos focos do documento foram
os cortes orçamentários, em especial aqueles sofridos pela Justiça do Trabalho,
o que vem impactando, sobremaneira, no funcionamento de muitos tribunais e,
consequentemente, na prestação jurisdicional. “Experimentos iniciais como o
boicote seletivo ao orçamento de ramos específicos do Poder Judiciário já foram
incrementados na Justiça do Trabalho, a ponto de se ver os danos causados à
população neste ano de 2016, não se podendo admitir que semelhante “técnica” de
sufocamento de ações do Poder Judiciário se espraiem para outros segmentos,
inclusive para o Ministério Público como forma de cercear as atividades de
outras instituições”, alertam as entidades.
O ofício também chama a atenção
para a célere tramitação de projetos que objetivam enfraquecer a atuação de
juízes e membros do Ministério Público, a exemplo do PL 280/201, que trata da
disciplina dos crimes de abuso de autoridade. “O projeto, sem o necessário
equilíbrio, parece mais preocupado em calar o Ministério Público e impor aos
magistrados constante e permanente ameaça de perda de cargo e até mesmo de
indenizar supostas vítimas das ações desses agentes”, pontuam as associações,
ressaltando que o projeto atenta contra a independência judicial.
O documento também manifesta a
posição as associações integrantes da Frentas em favor da priorização de
julgamentos de processos de casos relativos ao combate à corrupção, por sua
relevância para toda a sociedade.
Frentas - A Frentas é composta
pela Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos
Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do
Ministério Público (Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR),
Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos
Magistrados da Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do
Distrito Federal e Territórios (Amagis/DF) e Associação Nacional do Ministério
Público Militar (ANMPM).
_________________________________________________
É permitida a reprodução, total
ou parcial, do conteúdo publicado no Portal da Anamatra mediante citação da
fonte.
Assessoria de Imprensa
Anamatra
Tel.: (61) 2103-7991
AMATRA 10
Participaram do movimento os diretores
da AMATRA 10: Juíza Rosarita Machado de Barros Caron (Presidente); Juiz
Cristiano Siqueira (Vice-Presidente) Juiz João Luís Rocha Sampaio (Diretor
Fiananceiro) e a Juíza Larissa Lizita Lobo Silveira (Secretária).
Acompanharam os diretores da AMATRA 10:
o Desembargador Mário Caron, a Desembargadora aposentada Heloísa Pinto Marques
e as Juízas: Natália Queiroz, Audrey Choucair Vaz, Francisca Brenna Nepomuceno.
Ato pela independência e valorização da Magistratura e do Ministério Público reúne mais de 400 pessoas no Congresso Nacional - Notícia publicada no site da ANAMATRA
Ato pela independência e
valorização da Magistratura e do Ministério Público reúne mais de 400 pessoas
no Congresso Nacional
08/08/2016
“Estamos reunidos para dizer um
grande não a qualquer tentativa de enfraquecer o Poder Judiciário e o
Ministério Público”. Esse foi o tom da intervenção do presidente da Anamatra,
Germano Siqueira, no ato público promovido nesta segunda-feira (08/8), no Congresso
Nacional, que reuniu mais de 400 pessoas em defesa da independência e da
valorização da Magistratura e do Ministério Público. O ato foi promovido pela
Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), da qual a
Anamatra faz parte, e reuniu diversos diretores da entidade, dirigentes das
Amatras e cerca de 100 juízes do Trabalho de várias regiões.
Dentre as inúmeras tentativas de
retrocessos, o magistrado citou os cortes orçamentários impostos à Justiça do
Trabalho na LOA 2016. Segundo ele, esse foi apenas o início das várias
tentativas de enfraquecimento da atuação das duas carreiras, a exemplo do PL
280/2016, que trata da disciplina dos crimes de abuso de autoridade. “Estamos
enfrentando um momento grave e precisamos estar atentos para que propostas como
essa não evoluam e provoquem a fragilização das carreiras. Atos como esse são
essenciais para continuamos no caminho da resistência”, finalizou.
Além de chamar atenção para a
recomposição do orçamento da Justiça e de projetos que atentam contra a
independência das carreiras, o ato também fez destaque para a necessária
recomposição parcial dos subsídios das duas carreiras, também objeto de
propostas legislativas em tramitação no Senado Federal.
Parlamentares – O evento contou
com a participação de diversos parlamentares, que manifestaram a sua posição em
favor dos pleitos apresentados no ato e se comprometeram a luta contra projetos
dessa natureza, entre eles os deputados Onyx Lorenzoni (DEM/RS), Joaquim
Passarinho (PSD/PA), Valternir Pereira (PMDB/MT), Gonzaga Patriota (PSB/PE),
João Castelo (PSDB/MA), Rogério Rosso (PSD/DF) e Carmen Zanotto (PPS/SC) em
Frentas - A Frentas é composta
pela Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos
Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do
Ministério Público (Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República
(ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos
Magistrados da Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do
Distrito Federal e Territórios (AMAGIS/DF) e Associação Nacional do Ministério
Público Militar (ANMPM).
Manifesto – após a mobilização no
Congresso, os integrantes das carreiras seguiram para o Supremo Tribunal
Federal onde entregaram manifesto com as preocupações quanto às tentativas de
enfraquecimento do Judiciário.


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O Ministério Público e o Poder Judiciário garantem a ordem e a democracia. Abra os olhos: Garanta os seus direitos.
Acontece hoje o ato público em defesa da Independência e da
Valorização da Magistratura e do Ministério Público.
É preciso que a população tenha ciência das reais intenções que se
escondem por trás do corte no orçamento do Poder Judiciário e, principalmente,
do maior corte no orçamento da Justiça do Trabalho, da pressa em se aprovar
projetos de lei com a finalidade de intimidar a Magistratura e o Ministério
Público, como no caso da Lei de abuso de autoridade.
Todas essas medidas têm por finalidade amordaçar o Poder
Judiciário e o Ministério Público, que no cumprimento de seus deveres estão
fazendo emergir toda a corrupção que impede o crescimento do nosso país.
Um Poder Judiciário fraco é o mesmo que abrir as portas para o
desrespeito aos direitos humanos, à dignidade do trabalhador, à impunidade e à violação do estado democrático de direito.
Abra os olhos!!!
O Ministério Público e o Poder Judiciário garantem
a ordem e a democracia.
![]() |
| Foto de Denilson B. Coêlho. |
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Banco de Decisões reúne sentenças e acórdãos de caráter pedagógico - Consulte as decisões aqui
Banco de Decisões reúne sentenças
e acórdãos de caráter pedagógico
03/08/2016
A Escola Judicial disponibiliza
em seu portal o Banco de Decisões. Trata-se de repositório de sentenças e
acórdãos enviados pelos magistrados por seu caráter pedagógico e de interesse
para profissionais e estudantes do Direito do Trabalho.
O repositório informa o assunto e
o link para o inteiro teor do documento. Entre os temas disponíveis estão
terceirização na administração pública, doença ocupacional, acidente de
trabalho na construção civil, danos morais em diversas situações e doença
ocupacional, dentre outros.
Caso o magistrado tenha interesse
em enviar à Escola Judicial uma decisão de caráter pedagógico para divulgação
no Banco de Decisões, deve encaminhar o inteiro teor do documento acompanhado
de texto sucinto que ressalte a temática pedagógica nela contida. O material
deve ser encaminhado ao e-mail escola.judicial@trt10.jus.br.
Consulte a EJUD 10
CURSO EMATRA 10 - As Principais Alterações Trazidas pelo Novo CPC e suas Repercussões no Processo do Trabalho.”
INSCRIÇÕES ABERTAS
Estão abertas as inscrições para a
2ª turma do curso “As Principais Alterações Trazidas pelo Novo CPC e suas
Repercussões no Processo do Trabalho.”
O curso conta com uma aula inaugural
do Ministro do TST Douglas Alencar Rodrigues, e seis módulos temáticos,
ministrados por juízes do trabalho da 10ª Região, envolvendo as principais
mudanças trazidas pelo novo Código de Processo Civil com seus impactos no
Direito Processual do Trabalho.
O curso destina-se ao público em
geral, e em especial para advogados inscritos na OAB/DF e estudantes de
direito, e é fruto da parceria da Ematra-10 com a OAB/DF – Subseção de
Brasília e a Associação dos Advogados Trabalhistas do DF – AAT/DF.
As aulas ocorrerão nas instalações da ESA – Escola Superior da
Advocacia, na SEPN 516 (Asa Norte), nos dias 21, 26, 27 e 28 de
setembro e 03, 04 e 05 de outubro de 2016.
Confira o programa integral do curso no link a seguir: Programa do Curso. 2ª turma.
PARA
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES MANDE UM E-MAIL
PARA ematra10cursos@gmail.com
Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público promove evento pela independência e valorização das carreiras
Frente
Associativa da Magistratura e do Ministério Público promove evento pela
independência e valorização das carreiras
2 de agosto de 2016
Frente Associativa da
Magistratura e do Ministério Público promove evento pela independência e
valorização das carreiras
A Associação Nacional dos
Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juntamente com as demais
entidades integrantes da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério
Público (Frentas), promove, na próxima segunda-feira (8/8), ato em defesa da
independência e da valorização da Magistratura e do Ministério Público. A
programação inclui um ato, às 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos
Deputados, e uma audiência conjunta com o presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, prevista para acontecer às 16
horas.
A mobilização tem como foco
chamar atenção dos parlamentares para projetos que atentam contra a
independência das carreiras, bem como para a necessária recomposição do
orçamento do Judiciário da União, em especial o da Justiça do Trabalho. Entre
as preocupações das entidades estão as propostas lei que visam a intimidar a
Magistratura e o Ministério Público, como a nova lei do abuso de autoridade. O
ato também chamará a atenção para a necessária recomposição parcial dos
subsídios das duas carreiras, também objeto de propostas legislativas em
tramitação no Senado Federal.
De acordo com o presidente da
Anamatra, Germano Siqueira, o ato vem alertar, mais uma vez, para a situação
grave enfrentada a longo tempo por magistrados e membros do Ministério Público.
“A união das entidades demonstra o nível de importância e preocupação das
associações com as carreiras, que precisam ser respeitadas em sua independência
e também valorizadas de forma adequada. Desrespeitar a Magistratura e o
Ministério Público é atentar contra o próprio Estado Democrático de
Direito".
A Frentas é composta pela
Anamatra, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais
do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
(Conamp), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação do Ministério Público
do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação dos Magistrados da
Justiça Militar Federal (AMAJUM), Associação dos Magistrados do Distrito
Federal e Territórios (AMAGIS/DF) e Associação Nacional do Ministério Público
Militar (ANMPM).
_________________________________________________
É permitida a reprodução, total
ou parcial, do conteúdo publicado no Portal da Anamatra mediante citação da
fonte.
Assessoria de Imprensa
Anamatra
Tel.: (61) 2103-7991
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
DE AREIA BRANCA PARA O MUNDO - por Camila Marinho
De Areia
Branca para o mundo.
Um exímio magistrado trabalhista, que chegou ao topo de sua
carreira com muito suor e sal.
Deixou grandes legados à Justiça do Trabalho
Esse querido Ministro
Homem sábio
Honrado
Que para mim e outros mais
Era apenas "vovô"
Um avô cheio de amor
Que adorava a casa cheia
Gostava de perguntar por onde estava Chica Brás (que eu nunca
descobri quem era)
Pedia para a gente ficar falando besteira ao lado dele para que
dormisse bem
E gritava o nome de todos os santos:
Valei-me meu padim Padre Ciço, meu Santo Antônio do Salto da Onça e
tantos outros.
Meu avô, que, no dia em que nasci, me presenteou, sem saber, com
Pirambúzios: o melhor lugar do mundo.
Foi a minha estreia no mundo e também a de nossos veraneios, onde
passaríamos os melhores momentos de nossas vidas e nos reencontraríamos todo
mês de janeiro.
Os verões jamais serão os mesmos sem você.
Mas pelo que foram, já valeu viver.
Meu avô, tão cheio de vida, sempre pedia para que eu não o deixasse
morrer.
Desculpe, vovô. Eu achava que podia, mas não consegui.
Por um tempo achei que você era imortal não só na Academia
Norte-Rio-Grandense de Letras, mas também de corpo.
Mas o corpo vai
A alma sublima
Seu legado permanece
E "as areias brancas da memória" vivem eternamente.
Que honra Deus me deu em ter você como "vovô".
Camila Marinho
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